É inevitável o contacto dos Pais na sala do seu educando. De manhã, a mãe/o pai/o familiar chega à Instituição/à sala com a criança e fala com a Educadora ou com a Auxiliar tecendo breves comentários sobre o seu quotidiano (na maior parte das vezes relacionado com a saúde, a alimentação, ou a “gracinha” do dia anterior que a criança demonstrou em casa.).
Os Pais sempre exerceram um certo controlo sobre as actividades apresentadas pelos Educadores, Auxiliares e Instituição. As relações eram, na sua maioria, caracterizadas por alguma tensão, conflitos, acusações e denúncias mútuas. Tenho plena consciência que ainda existem excepções mas os Pais têm vindo a assumir papéis diferentes o que são vitais na educação das crianças.
A participação dos Pais na vida da Instituição e da sala do seu filho ou filhos é importante porque gere noções de partilha, consenso, cooperação e comunhão de interesses.
Os pais são normalmente (salvo raras excepções) os primeiros e os mais influentes educadores das crianças (isto dito por uma professora não significa que realmente não o pense, pelo contrário, como educadora mãe/professora não estou a auto-elogiar-me contudo considero que somos os mais influentes sem denegrir evidentemente o papel dos Educadores que passam mais tempo com eles, por vezes, do que os próprios Pais!).
Os Pais são modelos que contribuem para a aquisição das capacidades dos seus filhos. Por isso é que considero de extrema importância que os Pais estejam envolvidos nas vidas dos seus filhos, tanto em casa como na Instituição e na sala onde estes estão inseridos.
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