terça-feira, 15 de maio de 2007

Sensibilização

Sensibilizar para a Língua Estrangeira não é só ensiná-la.
É utilizar muitas e diversas técnicas para criar motivação.
Um dos objectivos fundamentais é fazer com que a criança esteja à vontade, que crie gosto pela Língua Estrangeira para que quando, mais tarde, a tenha que estudar formalmente não a tema. Deste modo, o Inglês passa a fazer parte das suas competências orais – ouvir e falar. Numa sessão de Língua Estrangeira as crianças apreendem o significado pelo contexto e entoação associados, pelas expressões faciais, mímica e gestos.
O ensino precoce de uma língua estrangeira permite criar e solidificar as bases para o sucesso progressivo na aprendizagem dessa língua. Nesta fase, a criança apresenta uma motivação intrínseca extremamente forte e a sua vontade de assimilar uma língua é espantosa.
«A importância que assumem as línguas estrangeiras no nosso quotidiano tende a aumentar vertiginosamente, principalmente a Língua Inglesa. O contacto com indivíduos de culturas linguísticas diferentes, a expansão dos media e das tecnologias de informação e o alargamento da sociedade ao mundo cibernauta são características marcantes que tendem a moldar os nossos alunos. Neste sentido, é essencial que cedo despertem para a aprendizagem de uma nova língua, algo que no futuro não se constitua como um entrave mas, antes, como uma chave para novos mundos, culturas e civilizações.»In FARINHA, Manuela C, Lollipop. Ensino Precoce da Língua Inglesa. Porto, Porto Editora, 2003.
A Língua, quer seja a Materna ou a Estrangeira, tem de ser vista como um veículo para a comunicação e não apenas como um conjunto de itens lexicais e gramaticais para serem aprendidos de cor.
A Língua Estrangeira deve, deste modo, ser motivadora e agradável e o educador deve usar a curiosidade das crianças e trabalhar a partir daí, encorajando-as a usar a Língua Estrangeira sempre que possível.
As técnicas da Língua Estrangeira usam as actividades de grupo, as quais estimulam as crianças a trabalhar em conjunto, cooperando e apoiando os seus colegas durante a brincadeira.
O ensino da Língua Estrangeira no Pré-Escolar assenta numa tónica exclusivamente oral, de forma a despertar os sentidos de compreensão e expressão dos educandos. Alia-se a esta tónica um conjunto de actividades lúdicas que permitem trabalhar de forma globalizante outras facetas, tais como a Expressão Plástica, Físico-Motora, Musical, etc.

4- Considera importante a participação da comunidade na vida da Instituição? Porquê?

A educação que a criança recebe em casa deve ser relacionada com as actividades da Instituição e vice-versa para proporcionar continuidade. Os Pais que participam edificam laços, na medida em que as crianças, os Pais, os Educadores, os Auxiliares, a Instituição trabalham em conjunto para um objectivo comum. Para além da comunidade educativa, é evidente que a comunidade envolvente deve participar na educação das crianças: deve colaborar e apoiar a Instituição no que lhe for possível. As crianças se virem os Pais, a comunidade em geral, a participar na sua educação, sentirão que existe alegria, boa vontade, espírito de solidariedade e cooperação. Talvez se tornem crianças autónomas, críticas e empenhadas, uma vez que são abraçadas por toda a comunidade.
O abraço seria o ideal, no entanto, existe o factor económico que infelizmente dita mais alto aquilo que se vai fazer.

3- Qual o seu objectivo e como está a correr?

O “Ensino Precoce da Língua Inglesa” na sala dos 4 anos (sala do meu filho mais velho) decorre da minha tomada de consciência de que se deve aprender uma língua estrangeira cedo, e quando digo cedo, refiro-me à faixa etária de 3/4 anos ou até mais cedo se possível (Estou também a trabalhar na sala dos 2 anos onde a minha filha está inscrita e os resultados têm sido surpreendentes).
Trabalho com estas crianças (sala dos 4 anos) em regime de voluntariado, visto que profissionalmente lecciono aulas de Inglês a turmas de 5º ano na Escola EB 2,3/S Cunha Rivara de Arraiolos, onde sou professora do quadro de nomeação definitiva.
Voluntariamente também estou a articular a actividade extracurricular: Inglês no 1º ciclo com o 2º Ciclo, onde exerço o cargo de delegada da disciplina de Inglês (grupo 220).
O ensino precoce do Inglês no pré-escolar era algo que me fascinava e aproveitando o facto dos meus filhos estarem nele, com o consentimento das Educadoras responsáveis pela salas e também pela Instituição iniciei a minha viagem de descoberta a este universo tão pequeno em tamanho e tão grande em emoções.
De início, fiquei um pouco espantada, mas com o passar do tempo tive a maior das surpresas.
Meninos com 4 anos a compreenderem pequenas instruções em Inglês, a cantar, a divertirem-se… em Inglês!
Todo o trabalho desenvolvido por mim é-o feito em estreita colaboração com a educadora e a auxiliar , numa constante troca de opiniões e ideias.
No pré-escolar é o listening/speaking que é colocado em destaque. Não havendo a palavra escrita todas as actividades são orientadas para a sensibilização e não para a aquisição da língua.
Estou a interagir com as crianças numa experiência mútua com uma língua estrangeira, em que não são definidos objectivos linguísticos, nem haverá lugar para procedimentos de avaliação formal. Serão a meu ver, certamente, crianças com mais sensibilidade para a língua, talvez com mais interesse, O que interessa referir é o facto de eles tomarem consciência do mundo que os rodeia.
As expectativas são tantas relativamente ao grupo de crianças que estou a elaborar um diário de bordo após cada sessão para, no final do ano, os outros Pais terem acesso a ele, bem como a elaboração de um Portfolio com o vocabulário que for trabalhado.
As crianças comandam mesmo, a sua vontade é imperiosa e eu nesta pequena aventura sou um pouco refém das suas curiosidades e das suas emoções. O meu objectivo é ir de encontro a todos estes pedidos e desejos, crendo plenamente que no final do ano estas crianças continuarão felizes mas sensibilizadas para a Língua Inglesa.

2- Pode-me falar um pouco da proposta que apresentou à Educadora tendo em conta o aspecto de interacção dos pais na vida da Instituição e da sala?

As crianças têm necessidade de saber que os Pais valorizam os seus trabalhos /actividades.
A Instituição/ a sala é um espaço de interacção, é o local onde se trocam experiências, onde todos os que aí participam vivem um pouco do quotidiano de todos os outros.
Como professora de Inglês do 2º Ciclo pensei que poderia contribuir para essa interacção através da Língua Inglesa que nos nossos dias é uma realidade que fala cada vez mais alto. O Inglês tem adquirido o estatuto de língua comum da comunicação. Seja no mundo do trabalho e do lazer, na paz e na guerra ou até no universo pré-escolar é a língua que une os homens e as crianças a nível planetário.
O “Ensino Precoce da Língua Inglesa” é o elo de ligação entre mim, as outras crianças, a Educadora, a Auxiliar e a Instituição.

1- Considera importante a participação dos Pais na vida da Instituição e da sala? Porquê?

É inevitável o contacto dos Pais na sala do seu educando. De manhã, a mãe/o pai/o familiar chega à Instituição/à sala com a criança e fala com a Educadora ou com a Auxiliar tecendo breves comentários sobre o seu quotidiano (na maior parte das vezes relacionado com a saúde, a alimentação, ou a “gracinha” do dia anterior que a criança demonstrou em casa.).
Os Pais sempre exerceram um certo controlo sobre as actividades apresentadas pelos Educadores, Auxiliares e Instituição. As relações eram, na sua maioria, caracterizadas por alguma tensão, conflitos, acusações e denúncias mútuas. Tenho plena consciência que ainda existem excepções mas os Pais têm vindo a assumir papéis diferentes o que são vitais na educação das crianças.
A participação dos Pais na vida da Instituição e da sala do seu filho ou filhos é importante porque gere noções de partilha, consenso, cooperação e comunhão de interesses.
Os pais são normalmente (salvo raras excepções) os primeiros e os mais influentes educadores das crianças (isto dito por uma professora não significa que realmente não o pense, pelo contrário, como educadora mãe/professora não estou a auto-elogiar-me contudo considero que somos os mais influentes sem denegrir evidentemente o papel dos Educadores que passam mais tempo com eles, por vezes, do que os próprios Pais!).
Os Pais são modelos que contribuem para a aquisição das capacidades dos seus filhos. Por isso é que considero de extrema importância que os Pais estejam envolvidos nas vidas dos seus filhos, tanto em casa como na Instituição e na sala onde estes estão inseridos.

Respostas a um Inquérito realizado por uma estágiária(futura Educadora de infância) da sala dos quatro anos

Inquérito realizado por uma estágiária (futura Educadora de infância) e aplicado a mim pelo facto de estar a "brincar e aprender" Inglês com as crianças da sala dos 4 anos:
1- Considera importante a participação dos Pais na vida da Instituição e da sala? Porquê?
2- Pode-me falar um pouco da proposta que apresentou à Educadora tendo em conta o aspecto de interacção dos pais na vida da Instituição e da sala?
3- Qual o seu objectivo e como está a correr?
4- Considera importante a participação da comunidade na vida da Instituição? Porquê?

Alguns princípios orientadores

As sessões deverão ser semanais e ter uma duração de entre 15 a 30 minutos.
- Sensibilização para a diversidade linguística e cultural :
As aprendizagens deverão ser orientadas no sentido de uma sensibilização à diversidade linguística e cultural.
-Competência comunicativa integradora das várias linguagens:
A sensibilização à aprendizagem de uma ou mais línguas deverá inscrever-se no quadro do desenvolvimento de uma global competência de comunicação integradora do uso de várias linguagens – verbal, visual, auditiva, corporal – e de competências gerais individuais a nível cognitivo, socioafectivo e psicomotor.
- Agir e comunicar:
A promoção de uma relação positiva com a iniciação à língua estangeira deverá ser sustentada por uma dinâmica interactiva a nível do agir e do comunicar. A criação de condições para que os aprendentes se impliquem na execução de determinadas tarefas favorecerá a emergência de necessidades e de actos comunicativos e o uso de diversas linguagens. O uso da língua permitir-lhes-á agir e a acção estimulará os desempenhos verbais.
-Usos de língua a privilegiar na iniciação:
*a audição e a repodução de rimas, canções, poemas…;
* a compreensão de acontecimentos principais de uma história transmitida em registo áudio ou audiovisual;
*a participação em jogos de expressão dramática;
*a compreensão de instruções simples.
-Desempenhos e capacidades essenciais:
* discriminação e imitação de sons, entoações e ritmos em realizações linguísticas consideradas pertinentes;
*reconhecimentos de diferentes tipos de enunciados;
*memorização apoiada em suportes visuais, auditivos e gestuais;
*reprodução de enunciados curtos em situações de comunicação.